Muita gente pula essa fase achando que, depois da cadeirinha, o cinto de segurança comum já basta. Só que numa criança pequena, o cinto do carro (feito para adultos) passa no pescoço em vez do ombro, e na barriga em vez do quadril — um risco real em caso de freada ou colisão. O assento de elevação resolve isso, apenas "levantando" a criança para a altura certa.
Este guia compara dois modelos reais (com e sem encosto removível), traz o teste dos 5 passos para saber quando a criança já pode dispensar o booster, os erros mais comuns de uso, e o que muda em táxi e aplicativos de transporte.
Assento Booster Burigotto Protege
Quase 12 mil avaliações confirmam o que se vê na prática: um encaixe firme no banco, estrutura resistente e um preço bem abaixo dos modelos com encosto — ótima porta de entrada na categoria.
| Produto | Melhor para | Destaque | Comprar |
|---|---|---|---|
Assento Booster Burigotto Protege 🏆 |
Mais vendido da categoriaNota 9,1 | Grupo II/III · 15 a 36 kg | Ver oferta |
Assento de elevação grupo II/III |
Com encosto removível | 15 a 36 kg · encosto removível | Ver oferta |
Troque a cadeirinha pelo assento de elevação quando a criança ultrapassar o peso ou a altura máxima da cadeirinha (normalmente por volta dos 18 kg). Continue usando o booster até os 10 anos ou até a criança atingir 1,45 m de altura, o que vier primeiro — é exigência da legislação brasileira, não sugestão.
Modelo em destaque: Burigotto Protege
Assento Booster Burigotto ProtegeGrupo II/III · 15 a 36 kg
Quase 12 mil avaliações confirmam o que se vê na prática: um encaixe firme no banco, estrutura resistente e um preço bem abaixo dos modelos com encosto — ótima porta de entrada na categoria.
- Peso suportado15 a 36 kg
- Idade aproximada4 a 10 anos
- EncostoNão (booster simples)
- CertificaçãoInmetro (NBR 14400)
Prós
- Preço acessível
- Estrutura resistente
- Fácil de instalar e remover
Contras
- Sem encosto lateral
- Não substitui um modelo com encosto para carros mais baixos
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Alternativa: assento de elevação com encosto removível
Assento de elevação grupo II/III15 a 36 kg · encosto removível
O encosto removível é o diferencial: usa com encosto para a criança menor, com mais proteção lateral, e remove quando ela cresce e o carro tem pouco espaço no banco de trás. Leve (810 g), fácil de trocar entre carros.
- GrupoII e III (15 a 36 kg)
- EncostoRemovível
- Peso do produto810 g
- AncoragemCinto de segurança do carro
Prós
- Barato e leve
- Posiciona o cinto corretamente
- Fácil de trocar entre carros
Contras
- Sem cinto próprio (usa o do carro)
- Proteção lateral menor que modelos robustos com encosto fixo
Com encosto ou sem encosto: qual escolher
O assento de elevação simples (sem encosto) já cumpre a função básica de elevar a criança. Já a versão com encosto guia melhor a faixa diagonal do cinto sobre o ombro — não sobre o pescoço — e protege a cabeça e os ombros lateralmente em caso de impacto de lado. Se o orçamento permitir, a versão com encosto é a mais segura, especialmente em carros com banco de trás baixo. Modelos com encosto removível, como o segundo produto acima, oferecem um meio-termo: começam com encosto e viram um booster simples mais tarde, quando o espaço no banco ou a preferência da criança pedirem.
O teste dos 5 passos: quando dispensar o booster
Além do critério de idade (10 anos) e altura (1,45 m) já exigidos por lei, existe um teste prático e reconhecido internacionalmente para confirmar se a criança já pode usar só o cinto do carro, sem o assento de elevação. Vale aplicar antes de decidir dispensar o booster, mesmo que a criança já esteja perto do limite de idade:
- As costas encostam totalmente no banco do carro?
- Os joelhos dobram confortavelmente na borda do banco, sem esticar demais as pernas?
- A faixa abdominal do cinto fica sobre o quadril, não na barriga?
- A faixa diagonal cruza o centro do peito e o ombro, não o pescoço nem o braço?
- A criança consegue manter essa posição confortavelmente durante toda a viagem, sem escorregar para frente ou de lado?
Se qualquer um desses cinco pontos falhar, o assento de elevação ainda é necessário — o cinto do carro, sozinho, foi projetado para o corpo de um adulto, e não posiciona corretamente numa criança mais baixa. Vale repetir o teste periodicamente, a cada poucos meses, já que o crescimento da criança pode mudar o resultado antes mesmo de completar 10 anos.
Erros comuns no uso do assento de elevação
- Passar a faixa diagonal por trás das costas ou sob o braço. Reduz drasticamente a proteção em caso de impacto — a faixa precisa cruzar o peito e o ombro.
- Deixar o cinto frouxo. O cinto deve ficar ajustado ao corpo, sem folga, mesmo com o assento de elevação no lugar certo.
- Usar o booster sem cinto de segurança "porque é só um trajeto curto". A maioria dos acidentes graves acontece perto de casa, em trajetos considerados "rápidos".
- Trocar para o cinto adulto só pela idade, ignorando a altura. Uma criança de 8 anos pode ainda não ter altura suficiente para dispensar o assento — o teste dos 5 passos vale mais do que a idade isolada.
Quando trocar a cadeirinha pelo assento de elevação
O momento certo é quando a criança ultrapassa o limite de peso ou altura da cadeirinha — normalmente por volta dos 18 kg, mas confira sempre a indicação exata do fabricante da cadeirinha que você usa. Trocar cedo demais expõe a criança ao cinto adulto antes da hora; trocar tarde demais é desconfortável e não traz benefício extra de segurança.
Diferente da transição de bebê conforto para cadeirinha, que tem uma margem de segurança maior para atrasar, a troca para o assento de elevação costuma ser mais natural: a própria cadeirinha do grupo anterior fica visivelmente apertada e desconfortável quando a criança já ultrapassou o peso ou a altura indicados, o que serve como sinal físico complementar ao número da embalagem.
O Código de Trânsito Brasileiro exige dispositivo de retenção — cadeirinha ou assento de elevação — para crianças até 10 anos completos, ou até atingirem 1,45 m de altura, o que ocorrer primeiro. Não usar pode gerar multa e, principalmente, coloca a criança em risco real numa freada brusca.
O assento de elevação vale em táxi ou Uber?
Como já explicado no guia da lei da cadeirinha, a Resolução Contran 819/2021 desobriga o uso de dispositivo de retenção em táxi e aplicativos de transporte — não há multa nesses casos. Isso não significa que seja mais seguro dispensar o booster: muitas famílias que andam com frequência de táxi ou aplicativo levam consigo um assento de elevação dobrável e leve, justamente para manter a mesma proteção nesses trajetos.
Resumindo a escolha
O assento de elevação é obrigatório por lei até os 10 anos ou 1,45 m de altura, o que ocorrer primeiro — mas a decisão de dispensá-lo antes disso deve passar pelo teste dos 5 passos, não só pela idade isolada. Entre os modelos disponíveis, prefira sempre que possível a versão com encosto, ou pelo menos com encosto removível, para melhor posicionamento do cinto e proteção lateral. Fora do carro particular, em táxi e aplicativos, a lei não exige o dispositivo, mas a segurança real da criança continua sendo a mesma — vale considerar um modelo portátil para esses casos.
Perguntas frequentes
A partir de que peso e idade usa-se o assento de elevação?
Assento de elevação com encosto é melhor que sem encosto?
Criança pode andar sem nenhum dispositivo de retenção depois de certa idade?
Como saber se a criança já pode usar só o cinto do carro, sem o assento de elevação?
O assento de elevação vale em táxi ou Uber?
Fontes e normas consultadas
As recomendações deste guia seguem entidades técnicas e órgãos oficiais, não o material de divulgação dos fabricantes:
- Inmetro — certificação compulsória de dispositivos de retenção infantil (NBR 14400).
- Senatran — Código de Trânsito Brasileiro, regras de transporte de crianças em veículos.
Aviso. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do pediatra ou de outro profissional de saúde. Em caso de dúvida sobre a saúde ou a segurança do seu bebê, procure o profissional que acompanha a criança.
Metodologia completa e política editorial em Sobre o Primeiro Bebê.




