São Paulo, setembro de 2026 — O Primeiro Bebê, site de guias de compra e conteúdo para pais de primeira viagem, divulga hoje um levantamento que cruza dados oficiais e públicos sobre natalidade, amamentação e consumo infantil no Brasil. O objetivo é dar contexto numérico a uma pergunta que a equipe recebe todos os dias de leitores: afinal, como é ser mãe ou pai de primeira viagem no Brasil de hoje — e em que isso mudou?
Os números contam uma história que a experiência de quem está grávida pela primeira vez já sentia na pele: o Brasil tem menos nascimentos, mães mais velhas, taxas de amamentação exclusiva ainda distantes da meta internacional e um comportamento de compra cada vez mais digital. Reunimos essas informações a partir de fontes públicas — IBGE, Ministério da Saúde e levantamentos do setor de e-commerce — para oferecer um panorama que ajude jornalistas, pesquisadores e os próprios pais de primeira viagem a entender o cenário em que estão inseridos.
Nascem menos bebês no Brasil, e a queda já dura seis anos
O primeiro dado do levantamento é também o mais estrutural. Segundo a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2024, do IBGE, o número de nascimentos registrados no país caiu 5,8% em 2024 na comparação com o ano anterior — o sexto recuo consecutivo da série. A média mensal de registros em 2024 ficou em 198.075, um volume bem menor do que o observado havia uma década.
Essa tendência confirma um movimento de queda da taxa de fecundidade que o Brasil vem registrando desde os anos 2010, acompanhando um padrão comum a países que passam por transição demográfica: menos filhos por mulher, famílias menores e, em muitos casos, a decisão consciente de esperar mais tempo antes de ter o primeiro filho. Para quem hoje planeja a primeira gravidez, isso significa fazer parte de uma geração de pais de primeira viagem numericamente menor do que a de seus próprios pais — mas, como os dados a seguir mostram, mais madura em idade e mais pesquisada em hábito de consumo.
A maternidade está acontecendo mais tarde — e a diferença é grande
Se em 2004 quase metade dos nascimentos no Brasil (48,3%) era de mães com 25 anos ou mais, em 2024 essa fatia saltou para 65,4%, de acordo com o mesmo levantamento do IBGE. Em duas décadas, o perfil etário de quem tem filhos no país mudou de forma expressiva: a maternidade de primeira viagem, que antes concentrava-se fortemente na faixa dos 20 aos 24 anos, hoje se distribui de forma mais equilibrada entre os 25 e os 35 anos.
O IBGE também identificou um recorte regional relevante: estados do Sul, do Sudeste e o Distrito Federal concentram a maior proporção de mães com mais de 30 anos no momento do parto, enquanto a Região Norte lidera o percentual de mulheres que tiveram filhos até os 19 anos. Esse contraste reforça que "primeira viagem" no Brasil não é uma experiência única — ela varia conforme região, escolaridade e acesso a serviços de saúde e planejamento familiar.
65,4% dos nascimentos em 2024 foram de mães com 25 anos ou mais (era 48,3% em 2004) · -5,8% no total de nascimentos registrados em 2024 · sexto ano seguido de queda.
Amamentação exclusiva avança, mas ainda está longe da meta da OMS
Na frente da saúde do bebê, o indicador mais acompanhado por pediatras e gestores públicos é a taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida — recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria Sociedade Brasileira de Pediatria. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), referência nacional mais recente, apontou 45,8% de aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses.
Dados mais recentes, coletados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) entre bebês acompanhados pela Atenção Primária à Saúde do SUS, mostram uma trajetória de melhora: 57% em 2024 e 59% em levantamento parcial de 2026. É um salto histórico se comparado aos 3% registrados em 1986, mas ainda distante da meta de 70% que o Brasil assumiu para 2030. Vale um adendo metodológico: os números do Sisvan cobrem apenas quem é acompanhado pela rede básica de saúde, enquanto o ENANI é um inquérito amostral mais amplo — por isso os dois indicadores não são diretamente comparáveis, mas juntos desenham uma tendência de avanço lento e consistente.
Para quem está na primeira viagem, esse dado tem um recado prático: dificuldade para amamentar exclusivamente nos primeiros meses é a regra, não a exceção, para mais de 4 em cada 10 famílias brasileiras. Informação e apoio profissional pesam mais nessa fase do que a pressão por atingir um número.
Quanto custa hoje montar o enxoval de um bebê de primeira viagem
Do lado financeiro, o levantamento também reuniu estimativas de custo divulgadas por especialistas do setor e por instituições financeiras que acompanham o orçamento familiar brasileiro. Um enxoval essencial — roupas, itens de higiene, amamentação e o básico de sono — gira em torno de R$ 2.000 a R$ 5.000 em valores de 2026. Já um enxoval completo, que soma móveis, carrinho, bebê conforto e itens de maior ticket, pode ultrapassar R$ 25.000, dependendo da marca e do padrão de consumo da família.
Os custos recorrentes também pesam: estimativas apontam gastos mensais entre R$ 400 e R$ 2.000 no primeiro ano de vida, variando conforme a marca dos produtos usados, a frequência de consultas médicas e a eventual necessidade de medicamentos. Esse intervalo amplo reflete uma realidade conhecida de quem trabalha com conteúdo para pais de primeira viagem: não existe "o" custo do bebê — existe uma faixa muito larga, e a maior parte dela é decisão de consumo, não obrigação.
É exatamente esse hiato entre o "enxoval de vitrine" e o "enxoval necessário" que motivou guias como a lista completa de enxoval do Primeiro Bebê, que separa o essencial do supérfluo por ambiente da casa.
Pais de primeira viagem pesquisam e compram cada vez mais pelo celular
O comportamento de compra também mudou de forma acelerada. Levantamentos do setor de e-commerce mostram que o segmento infantil tem figurado entre os de melhor desempenho do varejo online brasileiro — com picos de crescimento mensal superiores a 35% em períodos de sazonalidade, como o fim de ano. O e-commerce brasileiro como um todo faturou cerca de R$ 200 bilhões em 2024, com projeção de aproximar-se de R$ 234 bilhões em 2025, e mais de 60% de todas as compras online do país já acontecem por dispositivos móveis.
Para quem nunca comprou um berço, uma cadeirinha para carro ou um kit de mamadeiras, esse cenário tem um efeito direto: a pesquisa de preço e a comparação de produto acontecem cada vez mais no celular, muitas vezes no meio da noite, entre uma mamada e outra. É um dos motivos pelos quais o Primeiro Bebê investe em guias comparativos mobile-first — a decisão de compra do bebê de primeira viagem hoje raramente acontece na loja física, e sim em uma aba do navegador, com o bebê no colo.
O que essa combinação de dados significa na prática
Lidos em conjunto, os quatro eixos do levantamento — menos nascimentos, mães mais velhas, amamentação em alta mas ainda distante da meta, e consumo cada vez mais digital — desenham um perfil de família de primeira viagem mais madura, mais pesquisadora e mais exigente com informação do que a geração anterior. São pais que, em média, têm mais tempo de vida adulta e de carreira antes do primeiro filho, mais acesso a smartphone e internet, e menos tolerância a conteúdo genérico ou puramente promocional sobre produtos infantis.
É também um perfil que enfrenta, ao mesmo tempo, desafios antigos: a dificuldade de sustentar a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses, o peso financeiro do enxoval e dos primeiros meses de vida do bebê, e a disparidade regional no acesso a informação e a serviços de saúde perinatal. Não é uma foto só de progresso, nem só de dificuldade — é as duas coisas ao mesmo tempo, e é esse equilíbrio que qualquer conteúdo sério sobre primeira viagem precisa refletir.
"Quando olhamos esses números lado a lado, o que mais chama atenção não é um dado isolado, é a distância entre gerações. Minha mãe teve o primeiro filho aos 21 anos, sem internet para pesquisar nada. Hoje, a mãe de primeira viagem tem em média mais idade, mais informação disponível e, ainda assim, as mesmas dúvidas básicas sobre o que realmente precisa comprar e como amamentar nos primeiros meses. Os dados mudaram; a insegurança do início continua bem parecida," afirma Amanda Rocha, autora e revisora de produtos do Primeiro Bebê.
Metodologia e fontes do levantamento
Este release não é uma pesquisa de campo própria: é uma compilação e leitura conjunta de dados públicos já divulgados por institutos e órgãos oficiais, complementada por estimativas de mercado publicadas por veículos e empresas do setor. Os números de natalidade e idade materna vêm da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2024, do IBGE. Os dados de aleitamento materno combinam o ENANI (inquérito nacional amostral) e o Sisvan (cobertura da Atenção Primária à Saúde do SUS), duas bases com metodologias distintas — por isso tratadas separadamente no texto, e não somadas. As estimativas de custo de enxoval e de comportamento de e-commerce vêm de levantamentos setoriais publicados por veículos especializados em varejo e finanças pessoais, referenciados abaixo. Sempre que uma fonte primária oficial estava disponível, ela teve prioridade sobre reportagens secundárias.
Perguntas frequentes
A maternidade de primeira viagem está acontecendo mais tarde no Brasil?
O número de nascimentos no Brasil está caindo?
Quantas mães amamentam exclusivamente no Brasil?
Quanto custa o enxoval de um bebê de primeira viagem hoje?
Pais de primeira viagem compram mais produtos infantis pela internet?
O Primeiro Bebê é um site independente de guias de compra, calculadoras e conteúdo informativo para mães e pais de primeira viagem no Brasil. Publica comparativos de carrinhos, cadeirinhas, berços e demais itens de enxoval, além de ferramentas como a calculadora de data provável do parto. Contato para imprensa: através da página Contato.
Fontes e dados consultados
- IBGE — Estatísticas do Registro Civil 2024 — número de nascimentos e idade das mães no momento do parto.
- Agência Brasil — Número de nascimentos cai 5,8% em 2024 — sexto recuo consecutivo na série histórica.
- Ministério da Saúde — Saúde da criança: nutrição infantil e aleitamento materno.
- Agência Gov — Cobertura de aleitamento materno exclusivo (Sisvan).
- Sociedade Brasileira de Pediatria — recomendações sobre aleitamento materno.
Aviso. Este conteúdo é informativo e reúne dados públicos de terceiros com atribuição de fonte; não é uma pesquisa de campo própria do Primeiro Bebê e não substitui a orientação do pediatra ou de outro profissional de saúde.
Metodologia completa e política editorial em Sobre o Primeiro Bebê.